The Burgas Bridge, a concrete walkway over the sea

História

A história de Burgas

Burgas é uma cidade jovem em terra muito antiga. A baía foi povoada há milhares de anos, mas a cidade em si tem pouco mais de um século e meio — por isso tem o aspeto que tem: uma grelha de ruas comerciais do século XIX, um porto, um parque à beira-mar, e quase nada de medieval ainda de pé.

  1. Antes dos Romanos

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    Trácios na baía

    A terra em redor dos três lagos era trácea muito antes de ser qualquer outra coisa. As tribos daqui pescavam nas lagoas, trabalhavam o sal e usavam as fontes termais no interior, no que é hoje Vetren, onde um santuário se erguia em volta da nascente.

    O ouro e o bronze no museu de arqueologia no centro provêm em grande parte deste mundo: bens funerários, placas votivas e os arreios de cavalos de um povo que não deixou cidades nesta baía.

  2. Séculos I–IV

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    Deultum, e um banho para um imperador

    Os Romanos construíram a sua cidade longe da baía exposta. Deultum, fundada como uma colónia para veteranos do exército no rio Sredetska, a sudoeste da cidade atual, era o centro administrativo desta costa; as suas ruínas são uma reserva arqueológica em Debelt.

    Mais perto, as fontes termais tornaram-se Aquae Calidae — uma cidade termal com um complexo de banhos que atraía visitantes de toda a província. A nascente nunca parou: quinze séculos depois, Suleiman, o Magnífico, construiu o seu próprio banho sobre ela, e esse edifício ainda hoje existe.

  3. Idade Média

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    As torres que deram nome à cidade

    O domínio bizantino e medieval búlgaro deixou pequenas fortalezas e torres de vigia em redor da baía, em vez de uma cidade. O nome Burgas é geralmente rastreado a essas torres — do grego pyrgos e do seu equivalente latino burgos.

    O comércio e o poder nesta costa pertenciam às cidades portuárias muradas: Mesembria, que é Nessebar, e Apollonia, que é Sozopol. Ambas ainda lá estão, e ambas ficam a meia hora de distância.

  4. Séculos XV–XIX

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    Uma aldeia piscatória e um comércio de sal

    Sob o domínio otomano, o povoado na baía era um lugar modesto de pescadores e salineiros, ofuscado por Anchialos — a atual Pomorie — costa acima. O sal das lagoas era a sua única exportação de relevo.

    Esse sal ainda é colhido das mesmas salinas no Lago Atanasovsko, pelo mesmo método, o que a torna a indústria contínua mais antiga do distrito.

  5. 1878–1903

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    Libertação, o caminho de ferro e o porto

    Depois de 1878, a cidade viu-se na província autónoma da Rumélia Oriental, e juntou-se ao principado búlgaro com a unificação de 1885. O que a tornou uma cidade, no entanto, foi a infraestrutura: o caminho de ferro para o interior, e depois o porto.

    O porto comercial abriu em 1903 e mudou tudo — cereais e sal para fora, carvão e maquinaria para dentro, e uma classe de comerciantes que traçou as ruas e construiu as casas por onde se passa em Bogoridi hoje.

  6. 1910–1944

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    O Jardim do Mar, e uma cidade virada para o mar

    O Jardim do Mar foi traçado ao longo da falésia de 1910, segundo um projeto do jardineiro Georgi Duhtev, e definiu o carácter da cidade: o parque, não uma praça, é onde Burgas se reúne.

    Entre as guerras, a cidade cresceu com o peixe, o sal e a navegação, e adquiriu o edifício do casino, as casas de banho e o passeio marítimo que ainda emolduram a orla marítima.

  7. 1944–1989

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    Refinaria, apartamentos e cem mil pessoas

    As décadas socialistas transformaram Burgas numa cidade industrial. As obras petroquímicas a noroeste da cidade, construídas desde o início dos anos 1960, tornaram-se a maior refinaria da península balcânica, e os bairros de blocos pré-fabricados — Lazur, Izgrev, Slaveykov, Meden Rudnik — foram erguidos para alojar a força de trabalho.

    A população multiplicou-se várias vezes numa geração. A maioria das pessoas que vivem em Burgas hoje vivem nessa cidade, não na comercial.

  8. 1990–2020s

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    Voltando-se para a água

    Desde os anos 2000, a cidade tem investido o seu dinheiro na orla marítima: o cais reconstruído, o parque estendido, os antigos armazéns do porto abertos como um quarteirão cultural, os lagos protegidos e atravessados por ciclovias, e o aeroporto de Sarafovo transformado numa verdadeira porta de entrada.

    A Arena Burgas, o pavilhão coberto que vai acolher o concurso, pertence ao mesmo programa — um espaço construído para uma cidade que decidiu que preferia ser um destino a uma cidade de refinaria.

  9. 2027

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    O ano em que o continente chega

    Em maio de 2027, Burgas torna-se a cidade anfitriã do Eurovision Song Contest. Para uma cidade que só teve um porto em 1903, acolher o maior evento de música ao vivo do mundo não é pouca coisa.

    É também a primeira vez que a maior parte da Europa olhará de perto para esta faixa costeira. O que eles encontrarão é uma cidade jovem em terreno muito antigo — que é toda a história desta página.

De onde vêm estes detalhes

As datas seguem os próprios museus da cidade, o porto e o centro de visitantes Aquae Calidae. Onde uma data é aproximada, o texto o indica.